O que não acontece

2018 | What does not happen

Antes dizíamos que cada peça era um género de materialização pontual da pesquisa, hoje parece-nos que cada peça é mais uma síntese da própria vida. Como se cada peça reflectisse uma (re)visão do mundo, do que é viver, destruir e construir com o outro, do que é estar em cena e partilhar com o público uma intimidade - porque todas as peças têm esse lado ao mesmo tempo belo e violento da exposição de um imaginário que é talvez o que ainda nos resta de mais íntimo. Ao longo dos dois últimos anos, apresentámos uma série de performances em espaços não convencionais na tentativa de isolar e questionar os elementos da nossa pesquisa: a relação do gesto com o texto dito e cantado; o modo como os objectos informam o movimento; a escrita como acto performativo ou acção coreográfica. Agora surgiu a necessidade de transpor essa pesquisa para o espaço convencional de um teatro procurando não perder o carácter imediato, lúdico e imprevisível que essas performances tinham. Uma síntese, sobretudo do que ficou por fazer. Sem pausas, sem espaços em branco, sem pontuação, em scriptio continua.


If in the past they believed each piece to be a window into a specific moment of their research, they now understand each piece as a synthesis of life itself. As if each performance reflects a (re)vision of the world, of what it is to live, to destroy and build something with the other.
In the two years since Performances for Alkantara at the Alkantara Festival, Dias and Roriz have developed a series of performances in non-conventional spaces in an attempt to isolate and question the elements of their research: the relation of gesture to words spoken and sung, the way in which objects inform movement, and writing as a performative act or choreographic action. Their need now is to transpose that research onto the stage without losing the intimacy, playfulness, and unpredictability of earlier performances. A synthesis, yes, mostly of what was left to do. No pauses, no blanks, no punctuation.

ESTREIA | PREMIERE 31 Maio / May 1, 2 Junho / June 2018 | ALKANTARA Festival, sala estúdio TNDM II (Lisboa, PT).

 

Direcção, interpretação e texto | Concept, performance and text Sofia Dias & Vítor Roriz

Desenho de Luz | Light Design Thomas Walgrave

Espaço Cénico | Scenography Thomas Walgrave, Catarina Dias (desenho/drawing), Sofia & Vítor

Assistência à Dramaturgia | Dramaturgy Assistance Alex Cassal

Assistência à Direcção e Figurinos | Direction's Assistance and Costumes Filipe Pereira

Som /música | Sound/music Sofia Dias, incluindo versão de/including cover of Philadelphia de/from Neil Young

Operação de Som e Vídeo | Sound and Video Operation Pedro Costa

Direcção Técnica | Technical Direction Nuno Borda de Água

Produção | Production S&V

Coprodução | Coproduction Alkantara

Difusão Internacional | International Touring Something Great

Apoio em Residência | residency support Culturgest, Alkantara, TNDM II, CNB

 

duração | running time: 70min. approx.

DIGRESSÃO | TOUR

8 Junho / June 2019 |PT.19 - Plataforma Portuguesa de Artes Performativas (Montemor-o-Novo, PT)

23 - 25 Janeiro / January 2020 (Lisboa, PT)

10 - 14 Fevereiro / February 2020 (PT)

24 - 29 Fevereiro / February 2020 (Paris, FR)

Staatstheater Braunschweig, Festival Theaterformen (em substituição de / in replacement of Sopro) (DE/Jun 2018)

Alkantara Festival, TNDM II (PT/Mai,Jun 2018)

©Filipe Ferreira

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