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Da desordem das paixões

co-criação com / cocreation with Os Músicos do Tejo

2026

Os Músicos do Tejo e Sofia Dias & Vítor Roriz – Marta-Marcos-Sofia-Vítor - unidos pelo seu amor ao barroco, ao século XVII e XVIII, à dança, à música de dança, aos pássaros, aos textos sobre dança, aos textos que falam de danças maravilhosas, aos professores de dança que tocam violino e que compõem melodias de danças para os seus alunos por sua vez harmonizadas por outros alunos a cinco vozes, aos textos sobre textos, aos rituais onde ministros e embaixadores tinham de dançar correctamente no mínimo, e elegantemente no máximo, mas sem por assim mesmo poderem ter que vir a comparar-se ao rei com letra grande que esse sim tinha o passo mais elegante, o comportamento mais perfeito sobre o qual tudo se modelava, aos tratados em que o não gravado era quase tão belo como o relevo queimado gravura no papel nervurado, aos labirintos textuais, ao texto tornado imagem, à repetição ritmada das palavras, ao excesso das formas onde tudo é vento, chama, movimento e onde os corpos se contorcem em êxtases místicos numa metamorfose capturada a meio num eterno contínuo, à dança que se faz em silêncio, e o silêncio que se torna movimento, assim como que também ligados por um amor sobrevivente, desejam construir um traçado que se veja como se de fora, que se sinta no odor, que provoque uma agitação ao mesmo tempo interior e exterior, profunda e superficial, um desenho de entradas passível de ser tão por mais ouvido que visto, mais atmosférico que unitário, suficientemente comunitário nos bastidores da realidade e ao conjugar uma música e uma dança em homenagem aos que dançaram para se manter em vida, relevantes no estado do estado-nação, decisivos na arte da metafísica de corte, sós diante dos olhos de todos, refractários e cúmplices da burocracia, apresentar um condigno esforço aos amantes de música, performers, e rabequistas e apelando à benevolente e talentosa proficiência de outros contemporâneos habitantes do mundo físico-químico – artistes/flâneurs/boémios de estabelecimento estável – e que vêm constituir segunda equipage, Marta-Álvaro-Vasken-Vicente-Pedro-Denys-Cárin-José-Catarina, em forma a que possam, em número certo e regular, preencher as premissas do que se prometia e Prometeu agrilhoado ou agrilhoados a uma reciclagem hepática reflorescente, vulgo poder apresentar um momento multilateral, multidirecional, multidisciplinar, que abra a abertura,  a entrada, o espaço do ser no palco do não-ser, mais ouvido que visto, mais intuído que instruído, e por conseguinte possamos todos no palco ser; será, portanto, mais proveitoso o desenho de uma série de desenhos, um percurso de várias entradas a dois, quatro, seis tempos, em grupos de cinco, vinte, sete, quinze, seja no sistema decimal ou sumério, seja no sistema alucinatório, para que se evoquem correspondentes divindades, gárgulas, faunos, sátiros, ninfas, sereias em sistemas hidrográficos sonoros e visuais envolventes.

 

DIRECÇÃO ARTÍSTICA: Marcos Magalhães, Marta Araújo, Sofia Dias e Vítor Roriz

INTERPRETAÇÃO : Sofia Dias e Vítor Roriz com Os Músicos do Tejo - Álvaro Pinto (violino e viola), Denys Stetsenko (violino), Marta Araújo (cravo), Marta Leite Gonçalves (traverso), Marcos Magalhães (cravo, harmónio indiano), Pedro Braga Falcão (viola), Vasken Fermanian (violino), Vicente Magalhães (contrabaixo). 

Os Músicos do Tejo têm a direcção de Marta Araújo e Marcos Magalhães (direcção musical).

DESENHO DE LUZ: Cárin Geada

FIGURINOS: José António Tenente

ESPAÇO CÉNICO: Marcos, Marta, Sofia e Vítor (pano grande de Catarina Dias)

COPRODUÇÃO: Centro Cultural de Belém

APOIOS: Estúdios Victor Cordon (espaço de ensaios no âmbito do projecto “em casa”)
PRODUÇÃO: SD&VR e Os Músicos do Tejo

AGRADECIMENTOS: Aida Tavares, Mariana Cabica, Luís Hipólito, Artur Dias Roriz

Os Músicos do Tejo e Sofia Dias & Vítor Roriz são estruturas financiadas pela República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto I DGARTES – Direção-Geral das Artes e Câmara Municipal de Lisboa. 

Os Músicos do Tejo contam ainda com o apoio da  Biblioteca Nacional de Portugal.

APRESENTAÇÕES | PRESENTATIONS

3 julho / July 2026 | Cistermúsica (Alcobaça, PT)

26 - 27 junho / June 2026 | ESTREIA / PREMIERE palco do Grande Auditório CCB (Lisboa, PT)

SEXTA, 26 JUN | 20H

​SÁBADO 27 JUN | 19H

folha de sala CCB

No âmbito deste recital, teve lugar na Sala Lopes-Graça (CCB) no dia 26 de junho, a conferência O mesmo nada em tudo: a torção barroca do olhar e o desengano do mundo, por Paulo Pires do Vale.

Fotos: ©Bruno Simão

Apoio: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes e Câmara Municipal de Lisboa

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