INFILTRAÇÃO | Dispositivos | 2020

Os Dispositivos vão proliferar pelo edifício a partir da Sala Manuela Porto. Alguns baseiam-se em premissas simples de improvisação de movimento e texto, outros são tangenciais à ideia de prática ou exercício, outros ainda dependem de partituras que podem ser activadas pelas pessoas do público numa lógica participativa. A experiência será diferente nos três dias de apresentação: mudam os dispositivos, os espaços, as durações e os formatos. No último dia, a performance progredirá até se transformar numa conversa com o público.


Vigilância
Para a entrada do teatro convertemos um exercício de descrição num mecanismo rudimentar de vigilância. Os nossos olhos falíveis e vocabulários limitados procuram reter todo o movimento do público. Um estado obssessivo que não escapa ao absurdo.

Tarefas impossíveis
Na zona do Bar estão várias mesas com diferentes propostas formais de leitura, escrita e desenho a que costumamos chamar de tarefas impossíveis por contrariarem qualquer tentativa de eficácia. Construídas a partir das ideias de simultaneidade e justaposição estas tarefas têm tanto de lúdico como de desafio à nossa concentração e percepção. São o que melhor traduzem os estados de presença de alguns dos nossos espectáculos. O público é convidado a sentar-se com os nossos colaboradores e a experimentar cada um destes dispositivos.  

Movimento para divagar
Para a sala Manuela Porto procuramos construir um espaço de abrandamento e de contemplação. Uma série de propostas de improvisação e pesquisa de movimento espraiam-se ao longo de várias horas enquanto paisagem para o pensamento, um apelo à divagação.

Dispositivos ambulantes
A cruzar cada um destes espaços serão activados pontualmente partituras e materiais textuais numa tentativa de desorientação e desvio. Nestes materiais não há como escapar aos efeitos da repetição e da justaposição de padrões sonoros e de fonemas em constante falência.


A maior parte dos dispositivos decorrem de exercícios que temos vindo a realizar nos nossos workshops. Alguns surgem da necessidade de em traduzir num outro formato um estado de presença ou um modo de improvisação, como é o caso das “tarefas impossíveis”. Outros começaram por ser um modo de preparação física e mental para o trabalho em estúdio e depois foram usados em algumas das nossas performances, tal como o exercício de descrição (vigilância). Todos os dispositivos têm em comum uma aparentemente simplicidade, embora solicitem do performer um estado de concentração constante onde a falha não só está sempre iminente, como é inevitável.

Direção e conceito Sofia Dias & Vítor Roriz
Interpretação Alice Bachy, Beatrice Cordier, Bruno Alexandre, Francisca Pinto, Henrique Furtado, João Villas-Boas, Lewis Seivwright, Mário Afonso, Marta Ramos, Natacha Campos, Sara Zita Correia
Panos Catarina Dias
Som Sofia Dias
Produção Vítor Alves Brotas / Agência 25
Coprodução TBA
Apoio República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes

sex 7 fevereiro e sáb 8 fevereiro a partir das 19h | dom 9 fevereiro a partir das 17h30

 

duração 1h30 aprox.

O público é livre de entrar e sair quando quiser.

©Joana Linda

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